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Espanha. O ministro da Cultura de Sánchez durou apenas sete dias

Espanha. O ministro da Cultura de Sánchez durou apenas sete dias

JAVIER SORIANO Jornal i 13/06/2018 19:01

Huerta sai ao revelar-se que foi condenado por fuga aos impostos. Prova de que o novo governo é frágil.

O ministro espanhol da Cultura, empossado há apenas uma semana no novo governo socialista de Pedro Sánchez, demitiu-se esta quarta-feira ao chegar a público que há 11 anos foi condenado por uma fuga aos impostos no valor de centenas de milhares de euros. Màxim Huerta torna-se assim o menos duradouro ministro da democracia em Espanha. 

Logrou sete dias no cargo de ministro da Cultura e do Desporto e embaraça um novo presidente do governo que até esta quarta parecia transformar as derrotas em vitórias. “Paguei esta multa duas vezes: primeiro, ao Fisco, e pago-a agora uma segunda vez, aqui, porque a inocência não vale de nada contra esta matilha”, afirmou à tarde, falando aos jornalistas numa conferência de imprensa que convocou horas depois de garantir que não se iria embora.

De manhã, prometeu que não havia motivos para se afastar do cargo. Confrontado com a notícia publicada pelo “El Confidencial”, segundo o qual o ex-ministro não comunicou rendimentos no valor de um pouco mais de 256 mil euros, entre 2006 e 2008, Huerta garantiu que o seu caso não é único e é semelhante aos que então sofreram muitos jornalistas como ele, a sua profissão na altura – de acordo com o “El País”, trata-se de um caso parecido ao que sofreram Cristiano Ronald e Messi. 

Huerta foi condenado a uma multa de 366 mil euros e entendeu da parte da manhã que o assunto estava encerrado e a sua demissão não era necessária: “Este assunto aconteceu quando não era ministro. Foi como Màxim Huerta e passou-se a mim como a muitos jornalistas e criadores sobre os quais o Fisco decidiu mudar de critério. Paguei e acabou.”

Màxim Huerta, no entanto, sofreu o primeiro abalo do governo ultraminoritário de Sánchez. O novo presidente do governo acedeu com muita rapidez às ameaças do Podemos e do Partido Popular, que exigiram a saída do governante. Sánchez caminha a linha do funâmbulo e qualquer abalo pode tombar o seu executivo equilibrista. 

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