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Temer teme perder a mulher

Temer teme perder a mulher

Magalhães Afonso 11/07/2018 20:34

A pouco mais de seis meses do fim de mandato, Michel Temer teme que possa voltar a ter problemas com a Justiça. Mas o seu maior receio não é a prisão. É perder o seu amor. De acordo com a revista “Veja”, numa conversa recente com um amigo, Temer terá confidenciado que o seu medo é “perder Marcela”.

Os dois conversaram sobre as dificuldades que Temer poderá ter de enfrentar com a Justiça depois de deixar o cargo, em especial se voltar a ser acusado de corrupção. A “Veja” conta que Temer levantou o tom de voz para dizer: “Sou inocente. Não tenho medo de ser preso e não serei”. Mas, acrescentou, em confidência, “se eu for preso, o meu medo é perder Marcela”.

Temer, 77 anos, e Marcela, casados Há 15 anos, têm uma diferença de idades de 33 anos. O presidente brasileiro conheceu-a quando esta, com 19 anos, foi eleita Miss Paulínia e, diz a revista, “morre de ciúmes dela”.

As suspeitas de crimes sobre Temer são constantes e ainda em abril disse estar a ser vítima de “perseguição disfarçada de investigação” no seguimento da informação que a polícia encontrou indícios de corrupção. Neste caso no âmbito de uma investigação pelo pagamento de um suborno para a edição de um decreto que terá favorecido empresas portuárias.

No final do ano passado chegou mesmo a haver uma votação para a sua destituição, mas a câmara de deputados decidiu barrar a segunda denúncia, em menos de três meses, e impedir que o presidente fosse afastado do cargo e julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

A maioria dos parlamentares considerou que não há motivo, pelo menos por enquanto, para o presidente ser julgado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça de que era acusado.

Entretanto Temer continuou a governar e dois anos e dois meses depois de começar, o governo nomeou o seu 58º ministro. O advogado e desembargador aposentado Caio Vieira de Mello assumiu o Ministério do Trabalho a pouco menos de seis meses do fim do mandato de Temer – o presidente do Brasil mais impopular desde o fim da ditadura militar, em 1985, com apenas 3% de aprovação – no Palácio do Planalto.

Esta foi a 32ª troca de ministros desde maio de 2016, o que significa que, em média, é como se o governo tivesse um novo ministro a cada duas semanas.

Quando assumiu a presidência depois do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff de quem era quem era vice, Temer nomeou 23 ministros. Dilma tinha 32 ministérios quando deixou o cargo. Ao longo dos últimos 789 dias, novas pastas foram recriadas, renomeadas ou separadas, e o processo culminou nas atuais 29.

As presidenciais brasileiras estão marcadas para outubro e Temer diz que há forças obscuras a impedi-lo de se candidatar à reeleição em novembro, enquanto o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou que se irá candidatar, apesar de estar preso por corrupção desde 7 de outubro, condenado a uma pena de 12 anos e um mês.  Ainda assim lidera as sondagens, seguido do deputado e militar Jair Bolsonaro.

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