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Robert Redford. O adeus do Sundance Kid ao grande ecrã

Robert Redford. O adeus do Sundance Kid ao grande ecrã

DR Mariana Madrinha 08/08/2018 22:15

Há dois anos, já tinha demonstrado vontade em dedicar-se unicamente ao desenho e à pintura, hobbies que lhe prendem cada vez mais a atenção. Esta semana, prestes a completar 82 anos, Robert Redford confirmou: “Old Man with a Gun”, com Casey Affleck e Sissy Spacek, será mesmo o último filme de uma carreira na representação que durou quase seis décadas

1965 - O Estranho Mundo de Daisy Clover - De Robert Mulligan 

Quando participou em “O Estranho Mundo de Daisy Clover” (“Inside Daisy Clover”) Robert Redford já se tinha estreado no cinema em “Tall Story” (1960), que marcou também o debute de Jane Fonda. Mas foi neste filme de 1965, em que contracenou com Natalie Wood (que dá corpo a uma estrela de cinema adolescente que se torna na queridinha de Hollywood) que o ator deu definitivamente nas vistas. 

No papel de Wade Lewis, um homem bissexual que se casa com – e abandona – a jovem estrela, convenceu a crítica e venceu o Globo de Ouro de Melhor Esperança Masculina.

1969 - Dois Homens e um Destino - De George Roy Hill

Não foi um choque, mas antes um encontro de galãs cheios de sentido de humor. 

No primeiro filme em que contracena com Paul Newman  (aqui, Butch Cassidy) Redford é Sundance Kid. Uma dupla inspirada numa história verídica, “Butch Cassidy and the Sundance Kid” são dois simpáticosa fora-da-lei. Um western cheio de peripécias e que termina com uma fuga para a Bolívia. A personagem teria tanta importância que Redford lhe foi buscar o nome para batizar o Festival Sundance, que desde 1978 continua a dar palco a novos cineastas e produções independentes.

1973 - A Golpada - De George Roy Hill

Mais um filme de George Roy Hill, mais uma contracena com Paul Newman. 

Em “A Golpada” (The Sting), Redford é Johnny Hooker – um papel recusado por Jack Nicholson –, um aspirante a vigarista e que lhe valeu a sua única nomeação ao Óscar de Melhor Ator. No filme, passado na década de 30, Redford e Newman tentam passar a perna a um poderoso gangster de Chicado. “A Golpada”, que conquistou, entre outros, o Óscar de Melhor Filme, foi lançado em Portugal numa data pouco propícia para bater recordes de bilheteiras: 23 de abril de 1974.

1976 - Os Homens do Presidente - de Alan J. Pakula

Os anos 70 foram de consagração para Robert Redford – não há nada que estranhar, portanto, que lhe tenha cabido o papel de Bob Woodward numa altura em que o caso Watergate era ainda tinta fresca. Dustin Hoffman (Carl Bernstein) e Redford interpretam nestes “All the President’s Men” a dupla de jornalistas do “Washington Post” que, seguindo as pistas de uma fonte – o famoso Garganta Funda – encetam uma investigação que culminará com a demissão do então presidente norte-americano, Richard Nixon, em 1974. Um filme que continua a ser obrigatório nas escolas de jornalismo.

1985 - África Minha - De Sydney Pollack

Muitos recordarão a voz de Meryl Streep a contar os primeiros acordes: “Eu tinha uma quinta em África... Eu tinha uma quinta em África no sopé das montanhas Ngong”. Começa assim, em 1913, a história da baronesa Karen Blixen e do seu encanto desmedido pelas paisagens intocadas do Quénia. Mas “Out of Africa” – também o livro em português se chama “África Minha” – deve muito à relação com o livre Denys Finch-Hatton, um caçador/organizador de safaris/espírito livre interpretado por Redford. O par, cuja história não é sempre cor de rosa, continua inesquecível.

2005 - Uma Vida Inacabada - de Lasse Hallstrom

Robert Redford volta a ser um cowboy – ou, pelo menos, o dono de um rancho –, que votou o resto da sua vida à solidão. Pelo menos desde que lhe morreu o único filho, há uma década. Enquanto espera pelo fim dos seus dias, ocupa-se a cuidar de Mitch (Morgan Freeman), ferido por um urso pardo e o único ser vivo com quem mantém contacto. Até que surge a nora (Jennifer Lopez), a mulher que culpa pela morte precoce do filho e com quem parece não haver contacto possível. 

Mas neste “Uma Vida Inacabada” o perdão há de surgir como força redentora.
 

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