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Inverno. Como os portugueses se protegem do frio

Inverno. Como os portugueses se protegem do frio

Dreamstime Tatiana Costa e Joaquim Gomes 12/01/2019 14:10

O frio chegou em força no início deste ano e os dias que se avizinham não trazem boas notícias. O i foi para as ruas da capital e da Invicta para perceber que tipo de comportamentos adotam os portugueses quando as temperaturas baixas chegam ao país

Maria da Graça, 64 anos, contabilista

Para Maria da Graça, frio é sinónimo de roupa quente e mantas aconchegantes. Ao i contou que de ano para ano segue sempre as recomendações da Direção-Geral da Saúde e que já é habitual ter esses cuidados. “Agasalhar-me, tomar bebidas quentes” são algumas das coisas que faz para se manter quente. Em casa diz que não é de aquecimentos e que prefere usar mantas para se aquecer: “Sou pouco de aquecimentos, tenho mantas.” Mas afirmou que de vez em quando também recorre a este sistema.

 

Francisco Gonçalves, 64 anos, sociólogo

Mantas, luvas, cachecóis, gorros: são, para muitos, indispensáveis para sobreviver ao frio. Contudo, Francisco foge a sete pés das roupas quentes. Ao i contou que se dá muito bem com o frio e que prefere este tempo ao calor: “Apanho gripes é no verão.” E como se não bastasse o frio dos últimos dias, Francisco admitiu que não se importava que o tempo se agravasse. “Até podia ser mais frio, chover, nevar”, diz. Quando sai à rua dispensa andar cheio de roupa: “Uso uma camisa, nada por baixo, e uma camisola, nada mais.”

 

Fernando Caseiro, 58 anos, desempregado

“Como vê, não ando muito agasalhado para além do que é habitual, vestindo mais roupa, mas sem necessitar de chapéu ou de cachecol, apesar de este ano sentir mais frio”, começa por explicar ao i. Em casa não abre mão do aquecimento e quando sente frio costuma colocar “pelo menos mais um cobertor na cama e o problema está resolvido”. “Temos de nos adaptar ao frio porque não é nada de novo, basta tomar medidas. Este ano não fiz mais que nos anos anteriores”, finalizou.

 

Márcia Pereira de Sousa, 40 anos, técnica de análises

Márcia segue à risca os conselhos da DGS sempre que o frio bate à porta. “Nos anos anteriores seguia as recomendações quando estava frio extremo, este ano parece que a frente fria veio com força”, afirmou. Para se proteger costuma “ingerir bebidas quentes” e, em casa, liga o aquecedor. Ao i reconheceu que as contas acabam por aumentar, mas que sente essa necessidade porque vive numa zona húmida. Em casa, “se estamos no sofá, colocamos a manta, pantufas e aquele pijama mais quente”, revelou.

 

Gustavo Monteiro, 36 anos, professor

Veio do Brasil para Portugal passar férias, mas disse que se precaveu antecipadamente para o frio: “Estou a fazer turismo em Portugal, mas preveni-me antecipadamente, vendo na internet o clima que estava aqui, até porque no Brasil as temperaturas, neste momento, oscilam entre 30 e 35 graus.” Gustavo disse ainda que comprou “camisolas mais quentes, casaco, cachecol e outros agasalhos” e explicou que está alojado “num apartamento que tem bom aquecimento”, o que o ajudou a lidar com o frio.

 

Manuela Marques, 36 anos, booker

Sente muito frio e não dispensa o cachecol e as luvas quando sai de casa. “Normalmente não uso muitas camadas de roupa, uso sempre camisola interior no inverno, uma camisola mais grossa e um casaco bem quente”, explica, acrescentando que já é habitual adotar estes comportamentos para afastar o frio. “As nossas casas não estão preparadas para o frio, nomeadamente as mais antigas, e algumas delas, dependendo das zonas, têm alguma humidade”, razão pela qual costuma ligar o aquecimento.

 

João Sequeira, 24 anos, analista financeiro

As recomendações da DGS não são vistas como algo que tenha de seguir à risca. “Tenho mantido mais ou menos os mesmos comportamentos que fazem com que me sinta confortável”, confessa. Normalmente, no inverno veste várias camadas de roupa “para depois poder ao longo do dia ir tirando ou colocando consoante vou sentindo mais ou menos frio”, explicou. Em casa não dispensa o aquecimento: “Mantenho o aquecimento a funcionar quase 24 horas por dia”, diz, admitindo não ser “muito fã” de bebidas quentes.

 

Bianca Henriques, 22 anos, cozinheira

“Trazer sempre o casaco quando saio à rua, usar sempre algo à volta do pescoço para não ficar doente” são algumas das medidas que Bianca toma todos os anos no tempo mais frio. Quanto a luvas e gorros, diz que não sente necessidade de usar. Em casa, põe “mais cobertores na cama”, tem “os aquecedores mais vezes ligados” e não abre “tanto as janelas para arejar a casa”. Admitiu que os gastos aumentam, mas que é um bem necessário para se manter mais quente.

 

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